Dois propósitos cumpridos por Paulo ao alistar estas bênçãos
i. Como é maravilhoso ser cristão, tanto por aquilo que desfrutaremos no céu como pelo que já experimentamos aqui.
ii. Garantir aos seus leitores a durabilidade da Justificação. Quando Deus nos declarou justos, Ele nos apresentou sete imagens que testificam a eternidade da salvação.
A. Paz com Deus (v.1)
A pessoa não salva é inimiga de Deus - Difícil de engolir?
Rm 5.10 - Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;
Rm 8.7 7 - Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.
B. Acesso a Deus (v.2a)
Os judeus eram separados da presença de Deus pelo véu do templo, e os gentios eram isolados pelo muro externo do templo, no qual se lia uma advertência declarando que qualquer gentio que passasse daquele ponto seria morto.
O que Jesus realizou?
Quando morreu, rasgou o véu (Lc 23.45
[1]) e destruiu o muro (Ef 2.14
[2]).
Em Cristo, judeus e gentios que crêem têm acesso a Deus (Ef 2.18; Hb 10.19-25) e podem lançar mão das riquezas inesgotáveis da graça de Deus (Ef 1.7; 2,4; 3.8).
C. Esperança gloriosa (v.2b)
A “paz com Deus” trata do passado: Deus não nos condenará mais por nossos pecados. O “acesso a Deus” trata do presente: podemos entrar em sua presença a qualquer momento e obter a ajuda de que precisamos. A “esperança na glória de Deus” trata do futuro:
Um dia participaremos da glória de Deus...
O termo “gloriamo-nos” pode ser traduzido como “orgulhamo-nos”...
Rm 5.2 - por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.
Rm 5.3 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;
Rm 5.11 - e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.
Em Cristo, orgulhamo-nos de sua justiça e glória! Paulo desenvolve esse conceito em Romanos 8.18-30.
D. Caráter Cristão (vv.3,4)
A justificação não é uma fuga das tribulações da vida... Jo 16.33. No entanto, para os cristãos as tribulações trabalham a seu favor, não contra ele.
Não há sofrimento que nos separe de Deus (Rm 8.35-39).
As provações nos aproximam do Senhor e nos tornam mais semelhantes a Ele.
O sofrimento constrói o caráter cristão.
O termo “experiência”, em Romanos 5.4, significa “o caráter que foi provado”. A sequência é: 1. Tribulação; 2. Pciência; 3. Caráter provado; 4. Esperança.
Curiosidade
O nosso termo “tribulação” vem do latim tribulum. No tempo de Paulo, o tribulum era um pedaço de madeira com cravos de metal usado para debulhar cereais. Ao arrastar sobre os cereais, o tribulum separava o grão da palha.
Aplicação
Ao passarmos por tribulações e dependermos da graça de Deus, as dificuldades nos purificam e nos ajudam a eliminar a palha...
E. O Amor de Deus Dentro de Nós (vv. 5-8)
É interessante como experimentamos nessas circunstâncias os três primeiros “frutos do Espírito”: Amor (Rm 5.5), alegria (Rm 5.2), e paz (Rm 5.1).
Antes de ser salvos, Deus provou seu amor por nós enviando Cristo para morrer por nós.
Agora que somos seus filhos, certamente seremos ainda mais amados por ele. É a experiência interior desse amor por meio do Espírito que nos sustenta enquanto passamos por tribulações.
F. A Salvação da Ira Vindoura (vv. 9,10)
Paulo desenvolve sua argumentação do menor para o maior. Se Deus nos salvou quando éramos seus inimigos, sem dúvida continuara a nos salvar agora que somos seus filhos.
Há uma ira vindoura, mas essa não se voltará contra nenhum cristão verdadeiro (1Ts 1.9, 10; 5.8-10).
Olha só o que Cristo fez por nós...
Jesus Cristo nos incluiu em seu testamento e o escreveu com seu sangue. “Este é o cálice da nova aliança [testamento] no meu sangue derramado em favor de vós” (Lc 22.20). Morreu por nós para que o testamento entrasse em vigor; ressuscitou dentre os mortos e voltou para o céu para garantir que o testamento se cumpra e para distribuir a herança. Assim, somos “salvos por sua vida”.
G. Reconciliação com Deus (v.11)
O termos reconciliação pode significar “expiação”, e se refere à restauração da comunhão com Deus. Também é mencionado em Romanos 5.10.
Em Romanos 1.18-31, Paulo explicou de que maneira os homens declararam guerra contra Deus e, em decorrência disso, tornam-se merecedores da condenação eterna.
Mas Deus não declarou guerra contra o homem... Antes, enviou seu Filho como Pacificador (Ef 2.11-18), para que os homens fossem reconciliados com Deus.
RECAPITULANDO...
Cristo morreu por nós; Cristo vive por nós; Cristo está vindo por nós. Aleluia!
E rasgou-se pelo meio o véu do santuário.
Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo
derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,