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sábado, 8 de setembro de 2012

EXPLOSÃO DE ALEGRIA!


Receber aquele presente tão esperado, presenciar o gol do seu time do coração, ouvir as primeiras palavras de carinho da pessoa amada e coisas do gênero nos dão uma sensação muito gostosa de alegria. Paulo experimentou essa "explosão" ao pensar sobre sua situação, seu Deus e sua salvação...

Em romanos Paulo vem falando do pecador, de sua decisão em se rebelar contra Deus e as consequências disso. Daí ele explica como Deus trabalha graciosamente para alcançar esse mesmo pecador. É nesse contexto que ele explode de alegria:

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?
Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?
Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Rm 11.33-36


Paulo reconhece a profundidade da riqueza, sabedoria, conhecimento, juízos e caminhos divinos. Nenhum outro ser poderia fazer aquilo que o Senhor fez em nosso favor. Não há um caminho alternativo pelo qual alguém pudesse propor uma solução mais adequada para resgatar o homem de sua situação calamitosa. Deus é o ser supremo, bondoso, gracioso e sem igual... Paulo se alegra em reconhecer quem Deus é, o que Ele fez e faz. Alegre-se no Senhor por quem Ele é e por tudo aquilo que realizou para te alcançar. Ao Senhor a glória eternamente... Amém!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O QUE FAZER PARA SER SALVO?

Nada nesse mundo é tão gracioso quanto o modelo de salvação escolhido por Deus em favor dos pecadores. Embora todas as pessoas possuam seu próprio padrão de justiça e muitos tentem aplacar a ira de Deus o cumprindo, Deus é altamente criterioso quando o assunto é retribuir quem quer que seja. Paulo escrevendo aos romanos no capítulo 10 nos dá testemunho de que há sim zelo por Deus entre as pessoas, mas sem entendimento. A grande questão é que, com suas "boas obras", esperam agradar a Deus, mas deveriam saber que na verdade estão simplesmente satisfazendo a elas próprias. O homem natural não se sujeita à justiça de Deus, mas procura estabelecer a sua própria (Rm 10.3). Enquanto procuram cumprir a lei para que assim sejam abraçados por Deus, Paulo diz que o fim da lei é Cristo para a justiça de todo  aquele que crê. Nota que o "crer" é elemento primordial quando o assunto é salvação e justiça. Deus se satisfaz somente naquele que cumpre totalmente a sua vontade. Cristo, só Cristo poderia satisfazer sem qualquer sombra de tropeço a vontade do Pai. Por isso nós, os miseráveis pecadores, devemos abraçar a justiça que jamais cumpriremos, mas que Cristo detém. Paulo diz exatamente o que se deve fazer para ser salvo:

"Se com a tua boca a confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação." (Rm 10.9-10).

Não seja confundido? Creia em Cristo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O MAIOR PRESENTE, CRISTO!

Paulo quando escreve aos filipenses, diz: “Porque para mim o viver é Cristo” (2:21). Ele considera que estar com Cristo é o maior presente que alguém poderia receber. Não há nada nesse mundo de maior valor do que estar em comunhão com o Salvador, desfrutando de tudo o que Ele nos dá. Jesus disse, em João 10:10, que ele veio para que tivéssemos vida e vida em abundância. Tudo que podemos desfrutar da vida só podemos em Cristo. O contrário também é verdade. Se quisermos sofrer nesta vida, basta nos distanciarmos do Senhor. À medida que nos distanciamos de Jesus, passamos a ser pessoas angustiadas e infelizes, sedentas pela vida que somente Cristo pode proporcionar.

O que podemos fazer para, sabiamente, viver nesse mundo? Assim como Paulo, entregando a vida ao Senhor. Mas vale ressaltar que essa entrega não pode ser apenar de fachada, mas deve ser real. Uma entrega que envolve obediência total. As palavras de Jesus não são apenas conselhos ou dicas para vivermos melhor, não tem nada de simpatia ou coisas do gênero. As palavras do Senhor são normativas, são ordens, que por sua vez devem ser observadas.

Meu amado irmão pense que em tudo o que planejar e intentar fazer, Cristo deve ser o centro. Ele deve ser considerado, não só como um consigliere, mas como aquele que é dono de todas as coisas e como aquele que ordena com toda a autoridade, Ele é o Todo-Poderoso. Sua palavra não pode ser contestada, mas obedecida. Vamos deixar de querer justificar nossas faltas com Deus por meio de desculpas baseadas na própria Palavra dEle. Isso é uma vergonha! Usar a Palavra do Todo-Poderoso para desobedecer ao Todo-Poderoso. Se para nós que entregamos nossa vida ao Salvador, o viver é Cristo, logo devemos indiscutivelmente obedecê-lo em todas as suas ordens. E se nos encontrarmos em falta, não devemos procurar justificativas na Palavra do Senhor. Isso é, volto a dizer, desonestidade. Se estou sem orar, sem ler a Bíblia, sem freqüentar a Igreja, sem devolver o dízimo, sem aproveitar as oportunidades de evangelizar, não posso buscar justificativas para isso, o que devo fazer é buscar o arrependimento.

Precisamos entender que não há comemoração de Natal sem o personagem principal, Cristo. E quando Cristo entra em cena todas as coisas devem curvar-se perante Ele. Termino esse artigo com as palavras de um famoso evangelista britânico Theodore Austin-Sparks: “Se quisermos saber o que significa ganhar a Cristo, temos de voltar para Romanos 8:29, onde descobriremos que a intenção de Deus é que sejamos conformados à imagem do Seu Filho. Ser conformado é ganhar a Cristo – este é o prêmio, e ele envolve alcançar a plenitude de Cristo em perfeição moral. Tal plenitude deve expressar a glória a ser manifestada pelos filhos de Deus. É simplesmente isto: tornar-se moral e espiritualmente um com Cristo.

Artigo publicado no Semanário da 1a Igreja Batista Regular de Juazeiro do Norte em 18.11.2007.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

GOOD NEWS

Imagine que você está em casa desiludido, sem esperança e cheio de problemas... Quando de repente chega uma correspondência. Você ouve o barulho do carteiro, caminha vagarosamente até a caixa dos correios e então toma aquele envelope, abre e inicia a leitura. Ao visualizar o título você até ficou surpreso, Boas Novas?. As coisas estavam tão difíceis que não acreditou ser algo bom. Mesmo assim começou a ver do que se tratava. De repente você nota que o que estava escrito vinha de alguém todo especial e seu conteúdo também... A carta dizia:

Quero te dizer meu querido que, uma vez em Cristo, não há mais condenação contra a vossa pessoa. A lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Sei que isso era impossível para você, mas e daí? Eu enviei meu filho para que esse presente fosse possível.

Aqueles que estão na carne, buscam satisfazer as suas paixões e estes jamais poderão agradar a Deus. Mas a sua situação mudou drasticamente. Você agora se encontra no Espírito. Melhor, o Espírito de Deus habita ti.

Não viva segundo a carne, aqueles que assim o fazem caminham para a morte. Pelo Espírito Santo estarás habilitado para mortificardes os feitos do corpo. Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são consequentemente filhos de Deus. Agora você já pode me chamar com todo o carinho de "paizinho". Você sentirá isso, o meu Espírito testificará com o seu de que você é meu filho.

Sei que sentes fraquezas, mas certamente tu poderás falar comigo em oração e me pedir ajuda. Suas dificuldades na oração serão compensadas pela ação do meu Espírito que intercederá por ti com gemidos inexprimíveis. Não quero dizer com tudo isso que nesta vida seus problemas cessarão, mas quero te confortar de que todas as coisas cooperarão para o teu bem. Minhas ações para te buscar foram calculadas detalhadamente. Você se encontra em meus planos desde antes da fundação do mundo. Eu te predestinei, chamei, justifiquei e glorifiquei.

Como estava dizendo, você passará por problemas, mas te faço algumas perguntinhas:
Se eu sou contigo, quem será contra ti?
Se eu não poupei o meu próprio Filho, teria dificuldade de te dar graciosamente todas as outras coisas?
Quem intentará acusação contra você?
Quem terá a coragem de te condenar?
Quem te separará do amor que eu te dei? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

Eu te garanto de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá te separar do amor que derramei em sua vida por Cristo Jesus...

sábado, 1 de setembro de 2012

DA MORTE PARA A VIDA

Como viver para agradar a Deus? Talvez essa não seja a pergunta na qual o descrente busque resposta. No entanto essa questão deve compor os pensamentos diários daquele que serve ao Senhor. Sabe aquele ingrediente que se faltar o bolo não fica bom? A vida do crente deve ser reconhecida pela luta contra o pecado e por fazer a vontade daquele que lhe redimiu. Sem esse ingrediente nossa vida fica opaca e sem brilho.

O apóstolo Paulo no capítulo 6 de Romanos nos leva a pensar: Continuares a pecar para que a graça aumente? A resposta é categórica: Não! De maneira alguma! Ele está assegurando que esse pensamento é absurdo para o cidadão do Reino de Deus. Aquele que experimentou a Cristo deve viver para ver o Seu sorriso estampado no rosto e Seu coração exultante de alegria. O argumento é: Nós já morremos para o pecado, logo, como viveremos para servi-lo? Não faz sentido. Já experimentamos o sepultamento em Cristo na sua morte pelo batismo. Isso se deu para que Ele nos desse vida através de sua ressurreição. Ele ressuscitou! Essa é a nossa esperança! Paulo nos garante essa verdade: "Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Que grande presente recebemos do Senhor.

Lembre-se você não é mais escravo do pecado, viva para Deus!

sábado, 25 de agosto de 2012

COMO BONHOEFFER VIA A MORTE

Sermão pregado por Bonhoeffer enquanto pastor em Londres...

Não há quem tenha crido em Deus e no reino de Deus, não há quem tenha ouvido falar do reino do ressuscitado que não sinta, a partir daí, imensa saudade do lar, a espera jubilosa pela libertação da existência corporal.

Se somos jovens ou velhos, pouco importa. O que são vinte ou trinta anos aos olhos de Deus? E qual de nós sabe quão perto se possa estar do alvo? A vida só começa realmente quando termina aqui na terra, tudo que está aqui é somente o prelúdio antes de a cortina se fechar - medo de pensar na morte? [...] A morte só é assustadora para quem vive assutado e com medo dela. A morte não é salvagem e terrível, desde que nos mantenhamos calmos e nos agarremos à Palavra de Deus. A morte não é amarga, caso não nos tornemos amargos. A morte é graça, a maior dádiva da graça que Deus presenteia às pessoas que creem nele. A morte é suave, a morte é doce e branda; a morte nos acena com poder celestial, desde que percebamos que ela é o portão de nossa terra natal, o tabernáculo da alegria, o reino eterno da paz.

Como sabemos que morrer é alto tão terrível? Quem sabe se, em nosso medo e angústia humana, celestial e abençoado do mundo?

Se a nossa fé não a transformar, a morte é o inferno, é a noite e o frio. Mas justamente isto que é maravilhoso, o fato de podermos transformar a morte.

Metaxas, Eric. Bonhoeffer - Pastor, Martir, Profeta, Espião - Mundo Cristão, p. 571 cita:
London: 1933-1935, Vol. 13, Dietrich Bonhoeffer Works, p. 331.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

AS BÊNÇÃOS DE NOSSA JUSTIFICAÇÃO

Dois propósitos cumpridos por Paulo ao alistar estas bênçãos

i. Como é maravilhoso ser cristão, tanto por aquilo que desfrutaremos no céu como pelo que já experimentamos aqui.
ii. Garantir aos seus leitores a durabilidade da Justificação. Quando Deus nos declarou justos, Ele nos apresentou sete imagens que testificam a eternidade da salvação.

A. Paz com Deus (v.1)

A pessoa não salva é inimiga de Deus - Difícil de engolir?
Rm 5.10 - Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;
Rm 8.7 7 - Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.

B. Acesso a Deus (v.2a)

Os judeus eram separados da presença de Deus pelo véu do templo, e os gentios eram isolados pelo muro externo do templo, no qual se lia uma advertência declarando que qualquer gentio que passasse daquele ponto seria morto.

O que Jesus realizou?
Quando morreu, rasgou o véu (Lc 23.45[1]) e destruiu o muro (Ef 2.14[2]).
Em Cristo, judeus e gentios que crêem têm acesso a Deus (Ef 2.18; Hb 10.19-25) e podem lançar mão das riquezas inesgotáveis da graça de Deus (Ef 1.7; 2,4; 3.8).

C. Esperança gloriosa (v.2b)

A “paz com Deus” trata do passado: Deus não nos condenará mais por nossos pecados. O “acesso a Deus” trata do presente: podemos entrar em sua presença a qualquer momento e obter a ajuda de que precisamos. A “esperança na glória de Deus” trata do futuro:

Um dia participaremos da glória de Deus...

O termo “gloriamo-nos” pode ser traduzido como “orgulhamo-nos”...
Rm 5.2 - por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.
Rm 5.3 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;
Rm 5.11 - e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.

Em Cristo, orgulhamo-nos de sua justiça e glória! Paulo desenvolve esse conceito em Romanos 8.18-30.

D. Caráter Cristão (vv.3,4)

A justificação não é uma fuga das tribulações da vida... Jo 16.33. No entanto, para os cristãos as tribulações trabalham a seu favor, não contra ele.

Não há sofrimento que nos separe de Deus (Rm 8.35-39).
As provações nos aproximam do Senhor e nos tornam mais semelhantes a Ele.
O sofrimento constrói o caráter cristão.
O termo “experiência”, em Romanos 5.4, significa “o caráter que foi provado”. A sequência é: 1. Tribulação; 2. Pciência; 3. Caráter provado; 4. Esperança.

Curiosidade
O nosso termo “tribulação” vem do latim tribulum. No tempo de Paulo, o tribulum era um pedaço de madeira com cravos de metal usado para debulhar cereais. Ao arrastar sobre os cereais, o tribulum separava o grão da palha.

Aplicação
Ao passarmos por tribulações e dependermos da graça de Deus, as dificuldades nos purificam e nos ajudam a eliminar a palha...

E. O Amor de Deus Dentro de Nós (vv. 5-8)

É interessante como experimentamos nessas circunstâncias os três primeiros “frutos do Espírito”: Amor (Rm 5.5), alegria (Rm 5.2), e paz (Rm 5.1).
Antes de ser salvos, Deus provou seu amor por nós enviando Cristo para morrer por nós.
Agora que somos seus filhos, certamente seremos ainda mais amados por ele. É a experiência interior desse amor por meio do Espírito que nos sustenta enquanto passamos por tribulações.

F. A Salvação da Ira Vindoura (vv. 9,10)

Paulo desenvolve sua argumentação do menor para o maior. Se Deus nos salvou quando éramos seus inimigos, sem dúvida continuara a nos salvar agora que somos seus filhos.
Há uma ira vindoura, mas essa não se voltará contra nenhum cristão verdadeiro (1Ts 1.9, 10; 5.8-10).
Olha só o que Cristo fez por nós...
Jesus Cristo nos incluiu em seu testamento e o escreveu com seu sangue. “Este é o cálice da nova aliança [testamento] no meu sangue derramado em favor de vós” (Lc 22.20). Morreu por nós para que o testamento entrasse em vigor; ressuscitou dentre os mortos e voltou para o céu para garantir que o testamento se cumpra e para distribuir a herança. Assim, somos “salvos por sua vida”.

G. Reconciliação com Deus (v.11)

O termos reconciliação pode significar “expiação”, e se refere à restauração da comunhão com Deus. Também é mencionado em Romanos 5.10.
Em Romanos 1.18-31, Paulo explicou de que maneira os homens declararam guerra contra Deus e, em decorrência disso, tornam-se merecedores da condenação eterna.
Mas Deus não declarou guerra contra o homem... Antes, enviou seu Filho como Pacificador (Ef 2.11-18), para que os homens fossem reconciliados com Deus.

RECAPITULANDO...
Cristo morreu por nós; Cristo vive por nós; Cristo está vindo por nós. Aleluia!



[1] E rasgou-se pelo meio o véu do santuário.
[2] Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,